Me assustou a ideia
Me assustou a ideia de alguém me conhecer pelo modo que escrevo. O hábito de escrever sempre foi algo presente em minha vida, mas deixou de ser um costume já há alguns anos (é importante atentar à diferença entre um hábito e um costume). Há tempos, escrever deixou de ser um mero capricho para se tornar uma necessidade real e urgente de expressar uma loucura que seria latente, caso não usasse a escrita para canalizá-la.
Fiquei surpreso ao pensar no fato de que agora essa necessidade de escrever sobre minha própria mente(não mais uma opção, o simples ato de agarrar o lápis já me povoa o cérebro sobre mim mesmo) seria não só direcionada a um objetivo (a aula), mas também a um leitor (o professor). O que há tempos era confissão silenciosa sem confessionário nem padre, acaba de ganhar quem a leia e, por remotas possibilidades, a entenda. Se tornou o cartão de visitas para mim mesmo.
Sempre preferi me manter alienado das minhas próprias emoções, as quais na maioria das vezes são artificiais. Me tornar alheio a mim mesmo sempre funcionou, ironicamente, para conhecer cada vez melhor o meu ser, por conta desse uso da linguagem escrita para me analisar, prevenindo que as outras pessoas se aprofundem em mim. Mas agora é diferente. Essa escrita está endereçada a um destinatário que não só me conhecerá melhor, cada vez melhor a cada correspondência, mas que também a devolverá ao remetente com uma correção. A correção dos seus próprios pensamentos!
Você, professor, me conhecerá cada vez mais ao longo desse ano. Espero conhecê-lo também, e espero me dar bem com você. Que o ano comece!
Fernando de Lima Lopes - 1C
PROEV - Proj. Objetivo Educação para Valores
Agosto
BULLYING
A brincadeira
que não tem graça
Quem nunca foi "zoado" ou "zoou" alguém na escola? Risadinhas, empurrões, fofocas, apelidos como "bola", "rolha-de-poço", "quatro-olhos". Todo mundo já testemunhou uma dessas brincadeiras ou foi vítima delas. Mas esse comportamento, considerado normal por muitos pais, alunos e até professores, está longe de ser inocente. Ele é tão comum entre crianças e adolescentes que recebe até um nome especial: BULLYING. Trata-se de um termo em inglês usado para designar a prática de atos agressivos entre estudantes. Traduzido ao pé da letra, seria algo parecido com intimidação. Trocando em miúdos: quem sobre com o bullying é aquele aluno perseguido, humilhado, intimidado.
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